Esse movimento surgiu nas últimas décadas do século XIX com o objetivo de negar o materialismo que dominava o pensamento da época.
O otimismo da era das revoluções sai de cena,
cedendo espaço a um olhar mais reflexivo e pessimista, propondo a analisar e
atingir a alma humana através de textos que valorizassem as sensações.
O final do século XIX representou uma sociedade marcada por um sentimento de total
inquietação proveniente das descobertas científicas tanto difundidas pela era
do Realismo, que, como toda mudança, desencadeou um processo de indefinições
quanto a valores e convicções inerentes ao ser humano.
Em consonância com esta problemática,
destacava a enorme crise social desencadeada pela disputa econômica entre as
grandes potências mundiais com o advento da Revolução Industrial, que obteve
como fator resultante, as duas grandes guerras mundiais.
Diante disso, o ser humano constituía uma visão patética e dramática perante a sociedade que o cercava, sentindo-se
impotente e enclausurado em meio a tantas tensões e contradições.